Trechos de Deus com Palavras Rápidas: As Escritas de Deus na pedra, na parede e na areia

Escrito por Fernando Ortega em quinta-feira, 11 novembro 2010, no blog Não Morda a Maçã!!!

Escrito por Hermes Fernandes

Ontem, meu filho me perguntou se Deus havia escrito alguma coisa. Enquanto tentava lhe explicar, me veio um insight: só encontramos três escritas feitas diretamente pela mão de Deus: nas tábuas da Lei, na parede do palácio da Babilônia e na areia. A primeira, escrita em tábuas de pedra, aponta para a inflexibilidade da Lei. A segunda, feita na parede, representa o Juízo de Deus sobre aqueles que são avaliados pela Lei. A segunda escrita pode representar o ministério dos profetas, cujo objetivo era o de denunciar a condição humana frente ao santo caráter de Deus, revelado na Lei. Perante ela, todos foram pesados e achados em falta. Portanto, estavam todos sob a condenação da Lei. Mas a terceira escrita fora feita por Cristo na areia, enquanto uma mulher pega em flagrante adultério estava prestes a ser sumariamente executada por aqueles que a acusavam, estribados na Lei.

O que antes fora escrito em tábuas de pedra, agora foi escrito em nossos corações. Através da Cruz, a parede na qual estava escrita nossa condenação foi derrubada. E nossos pecados, escritos na areia, foram inteiramente apagados.

Essas três escritas apontam para três ministérios específicos, o da Lei, o dos Profetas e o da Graça. Um Julga, outro Sentencia, e outro Apaga.

A Tenda da Presença de Deus. Parte 7# – O Trono da Graça.

Mais um post, e ultimo, sobre a Tenda do Senhor. Ore e peça para que Deus lhe mostre a Verdade, dê uma chance ao Criador.

Veja aqui os links dos posts desta série:

A Tenda da Presença de Deus. Parte 1# – Eu sou a Porta.

A Tenda da Presença de Deus. Parte 2# – A oferta do altar do holocausto.

A Tenda da Presença de Deus. Parte 3# – O Rio vivo.

A Tenda da Presença de Deus. Parte 4# – Pães e filhos do Altíssimo.

A Tenda da Presença de Deus. Parte 5# – “Deixa penetrar a Luz…”

A Tenda da Presença de Deus. Parte 6# – Um intercessor que vive e AMA.

No Santo dos Santos, a primeira parte da Tenda tinha a mesa dos pães, o candelabro e o altar de incenso. Separado desse lugar, temos o Lugar Santíssimo, que era onde ficava o Trono de Deus: A Arca da Aliança, o bem mais precioso e famoso da Tenda. Tratava-se de uma arca de madeira revestida de ouro, com uma tampa que chamam de propiciatório, inteiramente de ouro, de um modo que formava uma peça só, com dois querubins, com as asas estendidas sobre a tampa e olhando para ela.

Dentro da Arca havia as duas tábuas da Lei de Moisés, a vara de Arão que floresceu e um pote de ouro com maná. Em êxodo, capítulo 25 e versículo 22, vemos que no meio dos querubins, acima da tampa, Deus falaria com Moisés, sendo ali onde Ele habitaria.

Vamos levar a Arca para os nossos dias, que é o mais interessante por agora: já tinha escrito antes que madeira representa a natureza divina. Pois bem, todos os objetos da Tenda tem relação com Jesus Cristo, por simbolismo, mas a Arca não representa somente o Filho, mas também o Pai. A Arca era de madeira (Jesus é humano) revestida de ouro (Jesus é Deus), mas a Tampa ou Propiciatório era inteiramente de ouro (o próprio Jeová, nosso Deus). Vemos a simbologia disso também no evangelho de João, capítulo 10 e versículo 30: “Eu e o Pai somos um.” (A tampa de Deus, sobre a Arca-Jesus).

Como já disse a Arca simboliza o Trono de Deus, onde o Sumo sacerdote, que era quem realizava os trabalhos religiosos dentro da Tenda, representando o povo de Israel, levava o sangue do sacrifício, em troca do perdão dos pecados, já que o salário do pecado é a morte; no caso, era aceito o sacrifício de um animal ao invés de um ser humano. Mas o mais sublime é que é aí que vemos o Supremo AMOR do Criador, pois o maior sacrifício pelos pecados foi a cruz de Cristo. Naquele momento de sua morte, Jesus como Supremo Sumo Sacerdote adentrou o Santo dos Santos ou lugar Santíssimo e expiou de uma vez por todas, todo o pecado daqueles que o aceitam como Supremo Senhor das suas vidas. Nesse momento o véu se rasgou, não por mero acaso, já que uma vez Deus disse que homem nenhum veria a sua face e viveria para se ter uma idéia do quanto o homem é um se caído (Êxodo, capítulo 33 e versículo 20). O véu se rasgou porque AGORA todos têm acesso a Deus através de Jesus, porque os que crêem nele já são santos.

Cristo morreu por você.

Cristo morreu por mim.

Cristo sofreu por nós.

O pote de ouro com maná também é um símbolo de que Jesus que vai distribuir o maná para os que vencerem o mundo, já que o maná é Ele mesmo e o guarda dentro de si, nosso alimento todo dia.

As tábuas da Lei de Moisés simbolizam que Jesus pode cumprir a Lei de Moisés e dizer “Dentro do meu coração está a Tua Lei” (Salmo 40 e versículo 8).

A vara de Arão era de amendoeira que é a primeira árvore que floresce na primavera. Isso nos traz a idéia de que Jesus traz da morte para a vida eterna, ou seja, do inverno para a primavera.

Enfim, não importa se a vida neste mundo é de um sofrimento incompreensível, porque o Cristo ressurreto prometeu que estaria conosco até a consumação dos séculos (Evangelho de Mateus, capítulo 28 e versículo 20) e com Ele somos mais que vencedores.

As portas da Salvação estão abertas, já que a Arca agora simboliza o Trono da graça, que é o favor de liberdade da loucura do pecado que Deus dá ao homem, mesmo que não mereçamos.

Que você que leu e que chegou, até aqui, tenha a consciência de que foi com a ajuda do Senhor (1º Samuel, capítulo 7 e versículo 12), e que abra o seu coração, sua mente, seu corpo para aquele que também se entregou por inteiro por você. Amém.

Trechos de Deus: Você se diz cristão?

O que é um cristão?

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”.

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.

Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper, menos a imagem.

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