Uma Visão Celestial

No capítulo 4 do livro de Apocalipse (Revelação), começa a seção central do livro que trata das visões apocalípticas dos sete selos, das sete trombetas e das sete taças.

No início do capítulo 4, João (O escritor do livro) é arrebatado em espírito e recebe as revelações das coisas que hão de vir. Ele vê uma grande porta aberta e uma voz estridente o chama e diz: “Sobe aqui e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer”. João, então, olha e vê um trono, o qual estava ocupado e ao redor deste trono existem vinte e quatro tronos onde vinte e quatro anciões sentaram. A Bíblia não relata que são esses vinte e quatro anciões, mas podem representar, de acordo com alguns escritores modernos, os doze patriarcas e os doze apóstolos de Cristo.

Após alguns versículos, João vê quatro seres viventes que estavam diante do trono. Um parecia-se com um leão, outro como um homem, outro como um boi e por último parecia-se como um águia. Tinham seis asas cada um, e estavam cobertos de olhos. As asas significam tanto humildade como rapidez e os olhos significam sabedoria e conhecimento. Eles não cessavam de louvar e bendizer a Deus dizendo: “Santo, santo, santo” e também realçavam a eternidade: “Aquele que era que é e que há de vir”. Os quatro seres viventes tem como significado toda a natureza que se junta na adoração a Deus.

Cada vez que os quatro seres viventes adoram a Deus, os vinte e quatro anciões simultaneamente levantam-se, descem de seus tronos, e prostram-se diante de Deus que está assentado no trono, lançando suas coroas diante dEle. Esta adoração não é de forma comum. Desta maneira, mostram-lhe a reverência, dependência e sujeição. É também o reconhecimento de que sua autoridade é derivada da autoridade divina.

João não tenta descrever a Deus; está consciente de sua presença. Sua glória é mui grande para que ele o descreva como tendo forma ou aparência.

No capítulo 5, João vê um livro que estava a direito de Deus que está assentado no trono selado com sete selos. Então um anjo poderoso levanta a voz em um brado forte de preocupação pela mensagem do livro e pergunta se existe alguém que possa abrir o livro e desatar os sete selos. Não havia ninguém que pudesse abrir o livro nem no céu, ou na terra, ou debaixo da terra. A esta altura, João começa a chorar. Ele reconhece a importância da revelação contida no livro. Um dos anciões vem e pede-lhe que se acalme. “Este”, disse o ancião, “é o leão da tribo de Judá, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos”.

Quando João olha, não vê um leão, mas um “Cordeiro como havendo sido morto”. Foi como o cordeiro de Deus que Jesus venceu. O Calvário (local onde Jesus foi crucificado) foi sua grande vitória. A sua morte no Calvário o tornou digno de abrir o livro.

Jesus é representado por um Cordeiro, mas é o mesmo Jesus que um dia subiu aos céus, e que breve voltará.

É cantado um novo hino em adoração ao Cordeiro, pelos quatro seres viventes e pelos vinte e quatro anciões que possuem harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

Desde o capítulo 4 de Apocalipse até o capítulo 15, as vosões contidas nestes capítulos mostram os julgamnetos vindouros. O estilo destes doze capítulos é marcadamente simbólico, por isso há muita controvérsia acerca de seu significado e da ordem de seus eventos. Entretanto, devemos reconhecer que os símbolos representam realidades, não ídeias generalizadas e vagas.

Este artigo tem como fonte o livro ‘A Vitória Final” de Stanley M. Horton da editora CPAD.

Que Deus os Abençõe!

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